quarta-feira, 27 de julho de 2011

"A Fazenda" é o melhor programa de humor do ano



Depois de sete dias, a quarta edição da “Fazenda” já figura como o programa mais engraçado do ano, superando várias joias do humor voluntário e involuntário da televisão brasileira.

Poucas vezes se viu tanta gente com vocação para falar besteira, cometer gafes e disposição para aparecer a qualquer custo quanto neste elenco, selecionado com raro brilho.

Eles exibem um mix inigualável de talentos. De Compadre Washington, com uma barriga de oito meses, a Monique Evans, com aquele ar de sabedoria de aluno repetente em primeiro dia de aula, os peões estão dando um show.

Dinei mostra-se um clown à altura de Tiririca. Cada dia mais Popuzada, Valeska rebola já ao ouvir o canto do galo. Bruna Surfistinha diz que está se sentido virgem novamente. Joana Machado conta que, em sua última briga com Adriano, chutou quatro carros antes de subir no capô de um deles.

João Kleber, gênio incompreendido, desfila de foulard e partilha apenas com os animais as graves acusações que tem ouvido, sem reclamar. A pior delas veio de uma figura chamada Renata Banhara, magnificamente apresentada pela Record como “personalidade de mídia”. Disse ela: “Seu grau de QI é menos que um. Homem tem que ser homem. Tô cansada de homem mariquinha”.

A edição da “Fazenda” também está cada dia melhor, ágil e sintética. Até Britto Jr. está mais relaxado e esperto, fazendo piadas (“Noite de votação é pior que o ronco de Compadre Washington”) e impondo ritmo aos acontecimentos realizados ao vivo.

É verdade que a edição ainda apela a golpes baixos, como mostrar Dinei tirando meleca do nariz por longos segundos ao som de “Festa no Apê”. Ou exibir Compadre Washington limpando os dentes com fio dental. E, no dia da morte de Amy Winehouse, a direção musical teve a má ideia de tocar “Rehab” para mostrar os peões de ressaca depois da festa de sábado.

João Kleber está na primeira roça do programa, ao lado de sua ex-amiga Renata e também de duas figuras sem expressão, Gui Pádua e Taciane Ribeiro. Sei que não adianta nada dizer, mas vou falar assim mesmo: para a diversão prosseguir, recomenda-se ao eleitor que não vote nos dois primeiros.

Fonte: Mauricio Stycer, do UOL

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